No jardim da criação

No jardim da criação

Semear, germinar, romper o solo em busca do sol,

Absorver a luz e transformá-la em néctar,

Compartilhar este néctar com outros seres,

Estar no jardim da criação.

Ser belo, forte e livre,

Sentir o vento e se refrescar na chuva,

Deixar que as águas encontrem a raiz,

Sorver a água, fortalecer a raiz, cumprir o ciclo e retornar ao solo.

Aquilo que foi semeado, agora está finalizado,

Mas o néctar já foi espalhado, agora é mel, doce, forte, livre,

É a luz condensada numa forma cristalina e dourada,

Quem se alimentar deste mel, sentirá minha presença.

E ver como as flores mantém a paciência,

Mesmo em dias de tormenta,

Pois elas sabem que ao final do dia,

Surgirá a calmaria

E vão exalar o doce perfume da minha própria essência,

Como crianças inocentes, mas conscientes da sua função neste jardim.

Ser bela, forte e reluzente,

Livre, livre da semente

E quando o ser se libertar da mente,

Ele será como a flor, sempre presente,

Neste estado de graciosidade,

Neste jardim harmonioso,

Dando sombra a quem está abaixo e dando vida a quem está acima,

Esperando a colheita, o retorno à fonte.

Como quem olha o horizonte e me vê como o sol,

Como quem absorve o mel e me vê como luz

E depois desse ciclo, ressurgir no jardim da criação,

Como uma flor eterna, como um irmão.

Se inscreva no site para receber um e-mail cada vez que houver nova publicação e siga o Aurora no Instagram: @aurora.luminus 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima