Jogos mentais

Jogos mentais

A forma como você se vê é a forma como enxerga os outros. E, geralmente, o ser se vê como alguém incompleto, acreditando que precisa buscar partes fora de si mesmo para preencher essa sensação de vazio — essa incompletude.

Se o ser se vê impuro, nunca compreenderá a pureza em tudo o que está à sua volta. Assim, passa a acreditar que necessita de purificação. Apega-se a rituais, dogmas e crenças que, no fundo, não são seus — são implantes.

Na tentativa de pertencer, ele reprime aquilo que acredita não ser aceito pela sociedade. Mas tudo o que é reprimido se transforma em sombra. Como não conhece a si mesmo, passa a ver essas sombras como entidades apartadas de si mesmo: ora o estão controlando, ora o estão atacando, ora o estão provocando — despertando seus instintos. É preciso parar de reprimir; só assim você consegue entender a sombra.

O que é reprimido torna-se a sua sombra; o que é expresso transforma-se na sua luz. No entanto, ele acredita que só pode expressar o que terá aprovação, aquilo que se encaixa nos padrões. Assim, vive em uma falsa luz, porque não está manifestando sua verdadeira vontade, nem está dando vazão à sua intuição. Está apenas agindo de acordo com o que imagina ser necessário para continuar pertencendo à família, à religião, ao grupo social.

Mas não se trata de expressar desejos. Trata-se de expressar a vontade de criação. A grande diferença é que o desejo é individual, enquanto a vontade de criação é coletiva — nasce do ser, mas se expande para o todo, gerando algo que não serve apenas a ele, mas também aos outros.

Implantações

A mente é facilmente modulada para que as crenças se incorporem, dessa forma surgem os jogos mentais. Seres extrafísicos, que atuam no controle deste planeta, criam jogos mentais e os implantam. Esses jogos aderem na mente daqueles que não estão trabalhando com a sua própria consciência; estão mais voltados para o inconsciente coletivo. Essa programação é infinita.

Para aqueles seres que estão no caminho, ou que estão na busca pela espiritualidade, eles criaram o jogo do avatar. Neste jogo, a pessoa precisa ser boa e amável, então, procura desempenhar este papel, pois já tem todo o roteiro implantado na sua mente. Sendo um verdadeiro jogo, ela sempre competirá com os outros.

Como ela é uma pessoa incompleta, vê os outros da mesma forma e faz a separação entre os bons e os maus, dessa forma, ela inicia o jogo. Os bons precisam ensinar os maus e os maus são uma aberração do sistema, e necessitam ser doutrinados e trazidos para o outro lado.

Entretanto, ela não percebe que eles também estão em uma narrativa. Para eles, a narrativa é que podem fazer o que quiserem para conquistar tudo aquilo que acreditam que têm direito. Não há moral, nem ética, essas são as regras deles, já os bons se arvoram da moral e da ética, dessa maneira, está armado o jogo.

Os seres que criaram essas implantações, são os reais jogadores que movem as peças, mas a pessoa acredita que está fazendo aquilo por ela mesma, não se vendo manipulada.

Ela não entende que tudo isso é uma criação mental e que só está projetando parte dela mesma, pois também não se vê como uma pessoa completa e realizada. Dessa forma, ela começa a observar apenas os defeitos, as falhas e os erros, porque o seu objetivo é corrigir esses erros e, assim, vencer o jogo. Mas não é ela quem está jogando, sendo apenas uma peça.

Para sair do tabuleiro é preciso aumentar a sua frequência vibratória, é preciso ver a realidade, o que está por trás do jogo – o que ela não está vendo, que se estivesse, conseguiria se tornar apenas um observador. Ela precisa ver que esses jogos são ilusórios; não há vencedores num jogo em que você é uma peça. Num jogo onde você está sendo manipulado e controlado, como é que espera vencer?

Você precisa começar a acreditar que o jogo é com você mesmo; você é a peça e o jogador, e, então, consegue sair dessa frequência mental. Outro ponto a ser observado é que você precisa entender que não está buscando uma ascensão fora daqui, pois a iluminação e a ascensão são apenas a realização de um projeto, de uma programação.

Nos vemos trabalhando em conjunto com nossa consciência, mas deveríamos perceber que somos parte dela. Se somos parte dela, somos ela. Entretanto, não espere que ela se mostre por inteiro, pois existem camadas e camadas de frequências e barreiras impedindo isso, mas receba toda aquela parte que ela dispensa para você.

Os 3 níveis

Como identificar esse jogos mentais? Primeiro, você tem que entender que todos estão participando, de alguma forma, de um tipo de jogo e que existem níveis. Esses jogos estão atrelados ao nível da sobrevivência, ao nível dos desejos e ao nível da ignorância.

Primeiro, você resolve as questões relacionadas à sobrevivência, criando um meio que lhe permita acessar a abundância do universo. Em seguida, liberta-se dos desejos, compreendendo que nada existe apenas para a própria satisfação — tudo está ligado ao bem comum. No entanto, isso não se alcança sendo “bonzinho”, mas sim sendo realista: reconhecendo que cada pessoa tem sua própria programação. Trata-se de romper com os padrões impostos pelo coletivo, abandonar os personagens, parar de encenar e começar a agir com autenticidade — expressando o que está reprimido, para que as sombras não ganhem força. (leia o texto “Limite aos desejos”, para uma maior compreensão)

Após superar o nível dos desejos, o próximo passo é lidar com a ignorância — a ausência de conhecimento. E como isso é feito? Buscando aprender, adquirindo ferramentas. No entanto, é apenas por meio da experiência que você descobrirá quais ferramentas realmente funcionam para você.

Não se preocupe com os outros, cada um tem a sua programação, cada um encontrará a sua própria ferramenta, no entanto, essa busca exige esforço, exige vontade.

Quando você trabalhar com esses 3 níveis, passará para o próximo estágio e abandonará esses jogos mentais. Neste momento, você começa a ver a mente como uma ferramenta e faz com que ela trabalhe para você.

E, então, você compreende que a mente não cria, só replica; ela sempre trabalhará apenas com padrões, pois a criação é derivada da própria consciência.

Esses seres se beneficiam desses jogos, pois como em cima é embaixo, para eles, são uma distração e uma forma de impedir que as pessoas saiam do seu padrão vibratório inferior.

Neste ponto, você já não se vê mais como um ser incompleto; pelo contrário, percebe-se como um ser pleno, ainda que não tenha tocado todas as suas facetas obscuras nem liberado todo o seu inconsciente — mas isso é uma parte do processo.

Neste momento, você começa a trabalhar com você mesmo, cavando cada vez mais fundo, trabalhando com a eliminação das crenças, dos dogmas, traumas e o julgamento.

Então, você começa a se enxergar como um ser completo — e, à medida que muda a forma como se vê, também muda a forma como enxerga os outros. Passa a vê-los como seres igualmente completos, apenas ainda não despertos. Mas isso não é um problema seu; afinal, você não é o salvador do mundo.

Você começa a perceber as agendas ocultas por trás de todas as estruturas e formas. Compreende que a Fraternidade Branca é, no fundo, apenas um grupo político com seus próprios interesses — assim como os chamados seres trevosos representam outro grupo político, com uma agenda distinta. E então você entende que não precisa aderir a nenhuma delas, pois descobre que também possui a sua própria agenda interna.

Então, você só observa a movimentação, sabendo que tudo aquilo que está baseado em forma e estrutura está dentro do sistema.

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Tempo

O próximo passo é trabalhar a relação com o tempo. Você começa a compreender que é o próprio criador do tempo. Ao estabelecer um padrão mental que registra tudo o que acontece, você mesmo cria o tempo ao catalogar cada ato, cada evento, em uma sequência linear. Embora esse mecanismo pareça existir para facilitar sua compreensão da realidade, na verdade, serve apenas para mantê-lo dentro do sistema.

Então, você se questiona: É o tempo que está passando ou sou eu que estou me projetando pelos acontecimentos? Eu me guio pelo tempo ou acredito que a minha consciência é atemporal?

Agora, começa a compreender que é você que está navegando sobre este mar de informações, que já estavam aqui e começa a superar essa ideia de tempo linear e da existência do próprio tempo. Não é o tempo que está passando, é você que está passando pelo tempo.

Espaço

Quando você derruba esta barreira, esta crença, começa a trabalhar com a noção de espaço e percebe que tudo está dentro de você. Não há distâncias a percorrer, nem uma jornada para algum lugar distante. É o contrário: o universo inteiro está em você, e não há necessidade de ir a lugar algum para navegá-lo.

Então, você vê que mesmo em uma realidade atemporal, não local, sem estrutura e forma, ou imaterial, existe vida. Talvez nós ainda não estejamos prontos para conhecê-la, mas isso não significa que ela não exista.

O que você sabe está dentro de você, e o que está dentro de você é o que permanece.

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