Entendendo o processo da morte

Entendendo o processo da morte

Como é o processo de desligamento do corpo físico? Qual é a melhor forma de passar pelo processo da morte? Como nos preparar para ela?

A morte é um processo aonde é feito o desligamento do corpo. Basicamente ocorre a interrupção do processo elétrico e o corpo começa a ser desligado. Neste processo, é importante que o ser esteja com um maior grau de consciência possível, porque ele deve acompanhar todo o processo. Quando ele entende que o resultado deste processo é simplesmente ele se desligando deste corpo, um desprendimento da matéria, quanto mais consciente ele estiver, mais conseguirá separar o que está ficando para trás – que era apenas o seu veículo de manifestação na materialidade – e perceberá a sobreposição da consciência sobre a mente.

A mente inicia um processo de luta pela sobrevivência, a tarefa dela é não deixar o corpo sucumbir. Quando se está consciente neste processo, você vê a mente reagindo e querendo manter o corpo vivo, isso erroneamente é entendido, por alguns, como apego. Mas pode ser um apego para as pessoas que não estejam conscientes, porque, no final, todos passarão por este processo. Quanto mais consciente, mais fácil, mais fluido.

Não é uma aceitação, é uma compreensão deste estado. Em determinado momento você se vê em duas situações distintas: a mente tentando socorrer o corpo, e a alma, espírito ou consciência tentando deixá-lo. A única perda neste processo é a perda da matéria.

É como se estivesse olhando através de uma janela; você vê tudo a sua volta, vê o seu corpo lutando – este é o processo natural, percebe a mente querendo continuar viva, porque no final deste processo ela será desligada. Saiba que todas as suas experiências não estão gravadas na mente, esta é uma ilusão.

Dores e sentimentos

De repente, você começa a ver um túnel se formando e com um grande magnetismo, um verdadeiro ímã, a sua consciência é sugada para outra dimensão. Neste ponto, ainda estamos no meio do processo. A consciência adentra parte deste túnel, continua vendo o corpo, a matéria, e para este processo não ser traumático, se você estiver consciente, você “imprinta” este trauma no corpo. Qualquer dor ou sentimento, você transfere para o corpo, porque o corpo vai ficar. Você não deve agarrar a estes sentimentos, nem essas dores, você deixa o corpo resolver isso.

Por que você faz isso? Porque você não pode levar esta carga com você. Tanto a dor quanto os sentimentos fazem parte do corpo, você não quer carregar isso. Então, você entra num estado de aceitação, percebe o processo que está acontecendo, não luta contra ele, apenas observa, continua consciente e sente que você está partindo.

Neste momento, não há arrependimentos, o que você fez, as experiências que você teve, foram importantes até aquele momento e entrega toda esta carga emocional para o próprio corpo. Uma vez que você entrega isso para o corpo, você se torna mais leve, mais consciente, porque você sabe que a Terra absorverá todas essas energias.

Você deve entender o processo da morte como um processo de sobreposição; é a consciência se sobrepondo à mente, deixando para trás toda a dor, todo o sentimento. Fazendo isso, você se torna muito mais leve e o desprendimento é natural, não se torna traumático. Toda dor e sentimento pertencem ao próprio corpo, esta é a experiência dele e, como uma entidade, ele sabe como lidar com isso.

Você não cai no esquecimento, pelo contrário, você está num estado de consciência, pleno, tranquilo, leve, e se torna um gás magneticamente condensado, sutil, e todo aquele peso da matéria você deixa com a matéria.

Consciência tranquila

Você agradece ao seu corpo por ter-lhe conduzido nesta jornada até este momento, mas agora você está entrando em outra fase do jogo. Não há julgamento é apenas um acerto de contas e se quiserem repassar na sua frente um telão com todas as suas experiências para te causar um sentimento de culpa, remorso ou arrependimento, você apenas ri: “Estou com a consciência limpa e tranquila, toda essa experiência, o que fiz ou deixei de fazer, fazia parte do jogo. Arrumem outro para enganarem, porque eu estou indo para casa. Vocês querendo ou não, estou indo e nada vai me prender aqui.”

Neste momento, você percebe que nada do sistema te prende, nem uma chantagem, nenhum julgamento, nenhuma bobagem dessas. Sua consciência é muito maior que tudo isso e você percebe que não é obrigado a nada, que veio por uma escolha para cumprir um programa e deu o seu melhor, porque esta realidade é para poucos. Você se manteve ao máximo na consciência que lhe era permitida, passou por muitos desafios, muitas dificuldades, incompreensões, tristezas. Tudo isso não conta ou você vai cair nesta história de pecado? (o pecado, culpa, medo, karma são armadilhas do sistema e não existem de fato)

Mas aqueles que estão na inconsciência, em vez de jogarem esses traumas e essas dores para o corpo, tentam levar para o outro lado, como se tivessem que resolvê-las, se tornando muito difícil se desvincular da matéria. Neste caso, você fica PRESO na 4ª dimensão, atraído por esta sensação de culpa, remorso, de coisas inacabada. Dessa forma os inconscientes são presas fáceis do sistema e caem nas narrativas, aceitando todas essas histórias.

Nada é relevante

Mas se você trabalhar todos os dias para estar neste estado de consciência, você não é pego por estas narrativas, você simplesmente sabe que aqui existem coisas boas, lindas, pessoas que você amou e que fizeram parte da experiência. Neste momento, você não deve dar relevância para nada, apenas para o processo, se concentrando nele. Conscientemente você “imprinta” no corpo todas essas sensações, todas as dores, tristezas e emoções, porque a consciência tem que estar leve para partir, para fluir. Quanto mais leve, mais longe você vai. Neste processo você não espera que ninguém te leve, você mesmo que vai.

Quem trabalha o estado de consciência enquanto está aqui, chega num nível tão profundo que nem percebe esta ruptura, percebe como uma passagem, uma transmutação. É assim que o processo deve ser visto, mas não é uma questão de compreensão intelectual do processo.

Faça um treino em algum momento da vida e passe por este processo. Sim, a morte pode ser um treino e não um tabu. Como você fica melhor em algo, como você lida com algo que não conhece? Você tem que treinar, experimentar.

O mais importante nesta parte é fazer o exercício de “imprintar“, transferir para o corpo este trauma que ele sente quando ocorre o desligamento. Ele entra em um estado de luta e negação, enquanto a mente quer também continuar viva. Neste momento a consciência percebe um túnel se formando a sua frente e este túnel é um portal. Você tem que percorrê-lo com a sua consciência, ele é um portal interdimensional, um túnel com uma torus no qual você vai entrar, atravessá-lo e sair do outro lado.

Armadilhas do sistema

Nada do que acontecer no meio deste túnel é relevante. Tudo o que acontece neste interstício são distrações, é o sistema tentando te pegar, como em um teste para ver se você está leve o suficiente, desapegado de todas as questões da matéria para conseguir sair do outro lado. Você tem que ver o túnel apenas como um caminho, no qual você entra e atravessa. Nada dentro dele é relevante.

Novamente, antes de entrar neste túnel você dá o comando, porque estará consciente, para que toda aquela dor que o corpo está sentindo no momento do desligamento e todas as emoções que surgem, todas as lembranças, fiquem “imprintadas” e imantadas no corpo. Porque aquelas experiências você já viveu, você já extraiu delas a essência, mas, por meio de projeções fazem você acreditar que aquilo está acontecendo.

No momento da morte, durante a passagem pelo túnel, jogam todas as coisas na sua frente: parentes aparecem, pessoas que você teve algum tipo de relacionamento, seres ligados a crenças religiosas e espirituais (caso você ainda as tenha), mas tudo serão projeções, nada será real e você não poderá se identificar com nada. Perceba que isso é uma armadilha e apenas DIGA quando surgirem: “isso não é real, isso é uma projeção”, e siga no túnel.

“Isto não é real, isto são projeções”

Por que você tem que se deparar com todo aquele lixo, simplesmente para ficar preso ali? E todo este lixo está no túnel. Aonde você depositar o seu foco, você ficará preso, mas o seu objetivo é atravessar o túnel e não ficar preso a nada que te mostrarem nele. Mas se você trabalha sempre com a expansão da sua consciência, você compreende que isso é só um caminho, é só um trajeto a ser percorrido, faz parte do processo e seu corpo se encarrega do resto. (informações complementares de como passar por este processo podem ser lidas no capítulo 20 do livro “Chaves da Consciência”)

Então, você não foca na dor, não foca na perda, saiba que aqueles entes que ficam estão dentro da própria experiência deles. Depois de atravessar o túnel, de ir para onde você tem que ir, ou deve ir, ou quer ir, quando estiver consciente e estabelecido do outro lado, então pode pensar em tudo que quiser. Depois de ter cuidado de você mesmo, estando em um lugar confiável, você pode pensar em ajudar os outros.

Percebe que o mesmo acorre aqui? Primeiro você se ajuda, se fortalece, se torna consciente, depois você pode compartilhar esta consciência com os outros. Do outro lado é a mesma coisa: primeiro você passa pelo processo e depois que passar pelo processo sem ser pego por estas armadilhas, estando em seu local de origem, do outro lado do túnel, então pode pensar em ajudar os outros que ficaram, se eles pedirem a sua ajuda.

Funciona da mesma forma que funciona aqui. Você não ajuda quem não está pedindo a sua ajuda, porque isso é uma interferência nas próprias escolhas da pessoa.

** A pedido da equipe de trabalho, estamos preparando uma dinâmica presencial para apoiar cada um de vocês na jornada de reconexão com sua hierarquia interior e seu Eu superior. Para aqueles que escolherem embarcar neste processo, ofereceremos ferramentas práticas para facilitar essa transformação. Entrem em contato pelo e-mail contato. auroraluminus@gmail.com

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