Energia, tempo e espaço

energia, tempo e espaço

Nós somos informação percebidos como energia e esta percepção é limitada pela velocidade da luz. Associada à variável tempo, a percepção se torna parcial. Do outro lado, quando rompemos a questão do tempo, a nossa percepção se amplia. É como se estivéssemos observando um cubo de gelo: dentro da realidade limitada pela velocidade da luz, este cubo só pode ser percebido como um cubo de gelo, como água ou como gás. Mas se rompermos essa barreira e esta limitação do tempo, em outro nível perceberemos este cubo de gelo como sendo ao mesmo tempo gelo, água e gás.

Ou seja, quando se retira a variável tempo, podemos observar a sobreposição das informações: você deixa de ver partes da informação e consegue perceber a totalidade daquela informação. Por isso, inicialmente, Einstein se opôs a mecânica quântica, não porque acreditava que ela não funcionasse, mas por ter a certeza de que não conseguiria explicá-la. Então, ele disse a famosa frase “deus não joga dados, mas o universo sim”. Só que da perspectiva do campo imaterial, todas as constantes se manifestam ao mesmo tempo e não há necessidade da variável tempo.

É como se você tivesse que percorrer 100 km por hora do ponto A ao ponto B, logicamente isso demandaria 1 hora. Mas se você acelerasse a 200 km, levaria meia hora. Se você fosse acelerando infinitamente você estaria no ponto A e no ponto B ao mesmo tempo. Agora, cuidado para não concluir de forma equivocada que se acelerássemos nosso pensamento a uma velocidade infinita, o espaço não existiria mais, porque estaríamos ocupando o ponto A e o ponto B no mesmo momento. Mas não é assim.

Essa é a Fonte, ela é a condensação de todas as informações em um único ponto, preservando o espaço. Veja, não há a supressão do espaço, o que é suprimido nesta equação é o tempo. Como não há tempo, mas há espaço, não há perda de energia. Essa energia não sai de um único ponto porque o espaço não é suprimido, o que é suprimido é o tempo, então essa energia ocupa todo o espaço num único momento.

Quando você acelera a velocidade de algo, próximo à velocidade da luz, perceberá que é como se o tempo parasse. A energia da Fonte se movimenta numa velocidade tão grande, que, para nós, é como se estivéssemos vendo uma fotografia do universo. Mas o que nós conseguimos perceber é apenas o espaço. A energia que preenche este espaço nós chamamos de consciência. Então, a consciência do universo, da totalidade, não pode ser trazida para esta realidade, ela só pode ser percebida como uma totalidade, mas vivenciada como uma parcela desta totalidade.

O que somos

Ou seja, nós somos a individualização da informação em forma de energia que preenche todo o espaço do universo. O que nos faz evoluir, de certa foram, é esta individualidade, e o que nos mantém neste processo é nossa ligação com este espaço maior da consciência do universo.

Por que ocorre esta individualização? Porque, no nível imaterial, não há expansão, porque não há limitação temporal; então, tudo aquilo que é, é, já foi e será. Esta energia preenche todo o espaço e a velocidade infinita de movimentação desta energia não traz evolução ou expansão, traz apenas uma forma de sustentação deste campo.

Então, para que ocorra um desenvolvimento da própria consciência universal, ela se individualiza e se submete à variável do tempo, para poder – dentro desta variável – se movimentar. O que acontece é que das dimensões ou camadas superiores, vamos dizer assim, vai ocorrendo uma redução da velocidade de movimentação energética, uma condensação.

Então, aquela energia que preenchia todo o espaço, agora consegue se movimentar de forma mais lenta. Ao se movimentar de forma mais lenta, ela consegue compreender as várias partes desta consciência maior. Cada uma gerando um ponto de vista, cada uma tendo uma experiência diferente, cada uma buscando um sentido para a existência, cada uma buscando interagir com as outras; como se partes dela não fossem. Até o momento em que cada parte percebe que a consciência é uma informação em forma de energia, que é percebida de formas diferentes pelos outros seres (partes dela) e cada ser percebe aquilo que quer e não aquilo que realmente está se apresentando. Porque aquilo que está se apresentando, de forma inata, ele já conhece.

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