
Nós somos aqueles que foram deixados para trás. Em algum momento, nos perdemos e começamos a trilhar um caminho com base em uma necessidade – em parte foi uma necessidade, em parte caímos na ilusão de acreditar que tínhamos uma missão, um propósito.
O nosso próprio ego se tornou tão real que era impossível ser demovido de uma intenção, que na verdade era um desejo de expressar aqui a grandiosidade do que nós somos fora desta realidade.
Mas este não era o propósito, isso foi apenas um desvio de milhões de anos, e começamos a fortalecer essa ideia. No fundo, todos queriam ser o messias, o portador da verdade, aquele que tem grande sabedoria. Começamos a usar isso, mas a ilusão era muito forte. Acreditávamos que estávamos fazendo o bem, mas estávamos apenas alimentando nossos próprios desejos.
O que era para ser divertido, quase uma brincadeira, foi se sedimentando. Neste espaço, nos entrelaçamos com tudo; era tão profundo, muito além da relação da nossa própria família – seja a de hoje ou as anteriores – e a cada vez que reiniciávamos, trazíamos ainda mais a vontade de fazer algo ou desempenhar um papel maior.
Quando alguém falava o contrário, ou era banido ou morto. Era um estado de total inconsciência. Nosso retorno para a fonte, era sempre um retorno para isso aqui; a fonte de todos os nossos desejos. Entretanto, já estava programado que em algum momento iríamos acessar nossa consciência. Isso começou a ser feito em ondas.
9 ondas
A 1a onda era de um grande vazio, uma grande tristeza, uma percepção que estava faltando alguma coisa, de que tudo o que tínhamos feito era irrelevante, não significava nada.
A 2a onda foi um choque na realidade. Ela veio para desconstruir e, literalmente, apagou, transformou tudo o que acreditávamos em pó.
A 3a onda era da devoção. Já que não tínhamos um propósito grandioso, alguém deveria ter, alguém devia ser responsável por este universo, por este planeta. Então, muitos começaram a entrar no caminho da religiosidade, pois já haviam passado pela 1a e 2a onda. Tudo já tinha sido desconstruído – exceto uma coisa: as nossas crenças. “Se não sou o messias, alguém é. Ele deve estar em um lugar inacessível, disponível apenas por um devoto”. Mas esta era mais uma camada da ilusão.
A 4a onda veio e destruiu a religião. Nesta fase muitos tiraram a própria vida, muitos ficaram doentes, loucos. O choque foi muito grande. Nós éramos as nossas crenças e quando tudo aquilo foi destruído, muitos começaram a acreditar que eles mesmos tinham sido destruídos, abandonados, enganados. Os que não tiraram a própria vida ou enlouqueceram, mergulharam na raiva e, com isso, entramos nas guerras.
A 5a onda foi de clarificação de todo o processo. Esta onda veio e trouxe a informação de que tudo isso aqui era um jogo. Também, nessa fase, muitos se perderam, porque não acreditaram nesta informação.
A 6a onda veio falando dos universos paralelos, das realidades paralelas, do multiverso, da vida fora da Terra, de que nós não somos o centro do universo. Foi uma onda de racionalidade, mas era preciso, pois havia a necessidade de furar a bolha do misticismo.
A 7a onda trouxe a abertura dos portais, possibilitando o acesso a outras realidades, outros mundos, outros seres. Aqueles que chegaram até a 7a onda começaram a perceber o quão complexa era a própria criação. Ninguém conseguiria trazer uma doutrina, uma narrativa ou explicação. Neste momento, entramos em uma onda de relatividade.
O próximo passo, entraremos na 8a onda. A 8a onda não trará clareza, explicações ou aberturas; isso tudo já foi feito. Ela simplesmente permitirá uma limpeza do sistema. Para uns será o expurgo, para outros será a ascensão e, para outros, será fim de jogo.
Quem chegou até aqui e não alterou seus níveis de percepção, não tem como jogar. O expurgo será como uma quarentena, não é bem uma segunda chance, será igual a uma quarentena mesmo. São aqueles que estão no meio do caminho, que têm a possibilidade de alcançar algo melhor, mas ainda não estão conseguindo.
Os que vão ascender, na verdade sairão deste sistema, do sistema Terra. Um número muito pequeno deixará este universo, mas é um número tão pequeno que não representa.
Então, virá a 9ª onda. Depois de tudo praticamente ser resetado, a 9ª onda trará uma energia de restauração, para que a vida continue nesta plataforma. E, então, o ciclo recomeça para aqueles que ficam e para os que queiram vir.
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Situação atual
Nós estamos entrando na 8a onda. Todos aqueles que estão encarnados aqui e os que estão em espírito – presos ao eletromagnetismo da Terra – sentirão a 8a onda. Não há nada que possa ser feito que mude essa sequência e não há um lapso temporal fixo. Essas ondas seguem uma flutuação do próprio campo energético emanado da Terra. Ou seja, a onda atua numa frequência e ela é dispensada para a Terra quando essa frequência é atingida, o que pode ser 50, 100, 200 anos.
O espaço ou o tempo entre uma onda e outra é variável e segue o padrão da Terra. Basicamente, é o que se pode chamar de massa crítica: quando uma determinada porcentagem atinge um nível de frequência diferente, o que não precisa ser muito – basicamente 30% – essa onda é disparada.
Os problemas são sempre os mesmos – vocês já estão cansados de ouvir sobre isso. Mas se quisermos estabelecer uma gradação, podemos dizer que o medo é o principal. Depois vêm outras questões, como o apego, a falta de consciência, e o julgamento. Ainda assim, o principal é o medo.
Muitos têm medo do contato, muitos têm medo de seres diferentes, pois ainda possuem a crença de que o universo inteiro é povoado por humanos. Muitos possuem medo do próprio escuro, acreditam que o universo é um grande vazio escuro. Outros sentem medo da morte, da fome, do frio.
O medo é uma grande barreira. É muito difícil conseguir entender ou compreender o que é o medo de cada um. O medo do outro pode não ser o seu e geralmente não é. Então, não se pode ter julgamentos em relação a isso, porque você não sabe a trajetória daquela pessoa.
Medo da morte
O medo da morte é causado por mortes experimentadas de forma cruel, abrupta e isso é normal, pois está registrado como uma dor, sendo inconsciente. Mas, o que podemos dizer é que, basicamente, foram experiências ruins e você não pode dar relevância para isso. Todos já tiveram experiências ruins relacionadas à morte; ou foram decapitados, ou foram enforcados, ou morreram na guerra, ou formam esfaqueados, ou morreram afogados, queimados.
Sim, nós entendemos a dor profunda, a dor inimaginável de uma morte assim. Mesmo que isso esteja na programação, mesmo que a pessoa se programou para passar por aquele momento, sabemos que na prática a teoria é outra. Há a liberação de endorfinas, hormônios, substâncias que alteram totalmente o comportamento da mente, criando um sistema de pavor, de raiva.
Você pode encarar isso como algo que aconteceu, algo que foi vivido, experimentado e que tinha um propósito – mas, o melhor é que, se você ainda teme a morte, não precisa mais temê-la, pois já passou por essas experiências dolorosas e elas não se repetirão.
Procure ver tudo como um processo natural. Mesmo que isso seja difícil, comece a acreditar que em algum momento você se deitará em um estado profundo de sono e fará a passagem.
Sim, ainda existem aqueles que estão morrendo de forma violenta, pois muitos não conseguiram se libertar das cargas emocionais e energéticas de outras experiências, mas não é impossível trabalhar com isso, pelo contrário.
Muitos têm medo da água profunda porque provavelmente já morreram afogados ou foram atacados por algum animal no mar. Saiba que você não precisará repetir essa experiência, desde que esteja no trabalho de expansão da consciência. A boa notícia é que, mesmo que você tenha programado passar por isso novamente, você pode mudar essa programação.
Por que alguém programaria voltar para cá e ter uma experiência terrível com relação à morte? É porque, na verdade, ao retornar para a sua consciência, ou para o seu estado de maior compreensão, ele admitiu para si mesmo que não conseguiu absorver toda a experiência, então, quer repeti-la.
Não é um masoquismo, ele quer repetir a experiência para aproveitá-la 100%. Isso pode parecer estranho ou até uma piada de mal gosto, mas não é. Imagine que alguém veio e foi morto por enforcamento, e, quando retornou, disse: mas como seria a morte por decapitação? Ele veio, foi decapitado e se perguntou como seria morrer queimado ou afogado. No entanto, existem pessoas que conseguem absorver tudo em uma única experiência.
O importante é absorver a carga emocional, não necessariamente a forma como aquilo acontece.
Saiba que não importa a forma como você venha a morrer, no final, o resultado é sempre o mesmo: acaba a vida do corpo e continua a vida da alma – ou do espírito ou da sua energia. A sua energia é transportada deste plano para outro. Depois, você faz uma revisão desta existência, guarda o que considera interessante ou importante e descarta o resto.
Nem tudo o que você vive precisa ser levado ou mantido. Às vezes, o seu processo de revisão pode abranger apenas metade da sua vida, simplesmente porque, na outra metade, você esteve inconsciente.
Então, basicamente, somente a parte da vida consciente é aproveitada, tanto para a consciência, como para você mesmo.
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2 faces da moeda
O que pode te ajudar neste processo? É saber que você já esteve aqui várias vezes. Em um momento, você foi o pajé de uma tribo indígena; na outra realidade, foi um espanhol que dizimou os indígenas dos Andes. Em uma vida, você foi um grande sacerdote, padre, bispo; na outra, foi aquele que falou contra tudo isso.
Sim, são experiências dentro de um jogo. O que define o seu êxito neste jogo é quando você sai dele – ou seja, daqui – e também a consciência de que era um jogo, no qual você aprendeu muitas coisas. Você sofreu, chorou, adoeceu, foi humilhado e abandonado; mas, ao mesmo tempo, você foi o oposto de tudo isso: foi querido, amado, valorizado.
Ora você veio ajudar; ora foi ajudado. Ora engraxou sapatos, ora vestiu o terno da alfaiataria mais cara da cidade. O que isso importa? Em síntese nada. O que realmente tem valor é o que você sentiu enquanto vivia cada uma dessas experiências.
Além disso, tudo aquilo que te fez bem, te encantou, elevou, que te levou a abandonar muitas crenças, é o relevante. Por esta razão vocês têm experiências diversas. Ninguém veio aqui para experimentar sempre o lado bom; não faria sentido.
Um grande problema, neste ponto, é o remorso – o sentimento de culpa que te aprisiona naquela experiência. Como a consciência vê isso? Como uma experiência não aprendida. Por isso, torna-se necessária a repetição: uma, duas, três, quatro vezes – quantas forem precisas. Qual é o lado bom disso? É começar a desenvolver essa consciência.
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